O Café Luso é uma casa de fado com restaurante. Com planta no efervescente Bairro Alto, situa-se nas antigas adegas e cavalariças do Palácio Brito Freire, que resistiu ao terramoto de 1755.

As majestosas colunas marmóreas confirmam as fundações e denotam a pátina que lhe confere dignidade.

Da estrutura arqueada dos tectos abobadados, em empedrado e tijolo, resulta uma acústica singular.

As sessões de Fado iniciam-se às 20h00 e decorrem até às 02h00 com intervalos de aproximadamente 20 minutos, ideais para restabelecer a conversação e deslocar-se no espaço.

As actuações de Fado dão-se na área nobre do recinto, ao centro da sala; fecham-se as cortinas, a luz baixa, actua-se em ambiente de proximidade e recolhimento que envolve músicos e clientes.

Sala ampla, com capacidade para 160 lugares, a que acresce um palco onde também estão colocadas mesas. Esta posição proporciona aos Clientes uma perspectiva privilegiada sobre a sala.

Do património decorativo mais datado destaque-se os painéis de cerâmica do Mestre Ferreira da Silva (década de 60) e, mais recentes, as pinturas de Norberto Nunes.

Na génese do conceito, o Fado serve-se com comida. Por isso, esta casa de fado, de 1927, integra o serviço de restaurante.

O espaço Luso Café, paralelo à sala do restaurante, apresenta-se elegante, com serviço de bar.

Tem por enquadramento decorativo o Fado, em ligação estreita a imagens históricas do Café Luso.

Trata-se de um local aprazível para acolhimento dos clientes do restaurante e tem vista para a rua. Estando o Fado ao vivo reservado à casa-mãe, o ambiente decorativo obedece porém a este tema.

Pode ser um espaço de recolhimento que convida a longas conversas, reservando-se a opção de, mais tarde, passar ao Café Luso para uma noite de fados.

Aqui também ocorrem eventos, entre eles, degustação de vinhos e petiscos, lançamentos, etc.

Fado no Café Luso, Tradição sem Tradução

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O Café Luso, fundado originalmente em 1927 no n.o 31 da Avenida da Liberdade, teve como primeiro director artístico o ilustre guitarrista conhecido por Armandinho.

Em 1939 abriu como Casa de Fado no Palácio Brito Freire, ao Bairro Alto, construção setecentista. O proprietário original deste edifício foi Francisco de Brito Freire, um fidalgo e administrador colonial português.

Nessa década de 30, paredes meias do mesmo edifício, existia o atelier do fabuloso decorador e cenógrafo Lucien Donat, também amante de fado e da boémia que, juntamente com João Villaret, Igrejas Caeiro e outros (1942), criaram a primeira revista radiofónica.

Em 1955 o Café Luso viveu um momento altamente mediático, imortalizado com a gravação ao vivo de Amália Rodrigues.